Poder/Negociação/Acordo em Relações Públicas

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Geralmente definimos poder de modo negativo. Como a habilidade de impor vontades sobre os outros.

É importante lembrar que cada um possui ideias, valores, opiniões e que exibem (mesmo que involuntariamente) suas características individuais nas mesas de negociação.

Portanto, quando negociamos é preciso partir do pressuposto de que as pessoas não concordarão com todas as nossas sugestões. Mais que isso, essas pessoas vão ir de encontro com nossas ideias.

Nem sempre temos 2 lados numa negociação. Muitas vezes são vários lados que tentam entre si sobrepor uma ideia. É neste contexto que notamos quem são aqueles que possuem o poder. Como agem, como pensam e como falam. O acordo é quando as ideias se misturam e juntas constroem uma solução agradável para todos.

A negociação, pra mim, é complexa. Posso compará-la com um quebra-cabeça. As ideias dos indivíduos são as peças. Diferentes, confusas, contrárias e encaixáveis. Na boa negociação o poder de um, conversa com o poder do outro. Ambos interagem e juntos têm o poder de construir um acordo.

Do mesmo modo quando abrimos uma caixa de quebra cabeças não sabemos exatamente como será o resultado de todas aquelas peças juntas, quanto tempo vamos levar e se será trabalho. Acontece o mesmo na negociação. Muitas vezes, mesmo com ótimos poderes, não conseguimos controlar o resultado de uma negociação. Porque na negociação o resultado é de um pensar em conjunto. Com interferências, é claro.

A arte de negociar é um processo de comunicação na qual se busca uma saída satisfatória para ambas as partes. Este processo de negociação exige algumas habilidades como planejamento, estudo do assunto a ser tratado, treinamento, disciplina, ética, criatividade, flexibilidade e claro, poderes de convencimento.

A frase de um autor desconhecido diz o seguinte: “A melhor maneira de conduzir uma negociação de sucesso é fazer com que todas as partes fiquem satisfeitas ao fechar um acordo.”. Ou seja, é quando todas as peças do quebra-cabeça se encaixam e formam uma imagem surpreendente.

 Quando ocorre o acordo, em que todos saem satisfeitos, descobrimos que é possível existir uma negociação justa e ética com bons resultados.

É nessa negociação que eu acredito.

 

Brenda Menine

RELAÇÕES PÚBLICAS e LIBRAS

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Olá pessoal. Hoje gostaríamos de falar um pouco sobre Libras, isso mesmo, a Língua Brasileira de Sinais. Você deve estar pensando o que isso tem a ver com Relações Públicas? Bom, isso podemos descobrir juntos.

Vamos começar analisando a definição de RRPP, proposta pela Associação Brasileira de Relações Públicas, em 1955, “Relações Públicas é a atividade e o esforço deliberado, planejado e contínuo para estabelecer e manter a compreensão mútua entre uma instituição pública ou privada e os grupos de pessoas a que esteja, direta ou indiretamente, ligada”. Como podemos ver, o conceito define que todo o trabalho será destinado ao favorecimento de grupo de pessoas, ou seja, diversos públicos.

FELIZMENTE, nos dias de hoje, as pessoas portadores de necessidades especiais estão presentes nas organizações como funcionários e integram um segmento de público, logo, merecem atenção. A inclusão de pessoas especiais na rotina das empresas deve ser muito mais do que simplesmente cumprir a Lei. É preciso que todos se adaptem a esta nova realidade. Como profissionais que sabem a importância de cultivar o diálogo, os RPs devem estar preparados para intermediar o relacionamento entre todas as pessoas, precisando elas, ou não, de uma atenção diferenciada.

Com este posicionamento defendemos sim que LIBRAS deveria compor a grade curricular não só do curso de Relações Públicas, mas de todas as graduações. Claro que é preciso muito mais como um ambiente de trabalho adaptado, mas podemos começar sabendo conversar com todos. Quanto potencial pode ter uma pessoa com necessidades especiais? Isso só descobriremos se tivermos o privilégio de cultivar um diálogo com elas. RPs ou não vamos acabar com qualquer preconceito e olhar com mais sensibilidade para a pessoa que está ao nosso lado, vamos ser capazes de perceber e sentir as coisas ao nosso redor.

A Brenda já fez uma disciplina e um curso EAD de Libras. Apaixonada pela Língua, levanta a bandeira de que SIM! LIBRAS é mais que saber/entender os sinais, é ter sensibilidade de perceber as diferentes formas de expressão e comunicação dos surdos. Aprendendo libras, aprendemos a ler lábios, entender olhares, gestos e toques. Nos tornamos mais sensíveis. Vai além de saber “conversar” com uma pessoa que não ouve. É comunicar com o corpo! (Cabe aqui, falar do livro: “O Corpo Fala”, a obra do Pierre Weil e Roland Tompakow é simplesmente magnífica. Com simplicidade os autores nos mostram que comunicamos o tempo todo, seja com nossa roupa, nossa respiração, e todos os outros sinais que entregam o que estamos sentindo). O profissional de relações-públicas que compreende essa bela técnica, é além de comunicador, um propagador da cultura do surdo.

Concorda, discorda, quer deixar tua opinião?? Então escreve aí sabendo que sua manifestação será bem-vinda

Abraço,

Intercom

Olá pessoal,

Como a Brenda Menine postou, no mês de maio, estarei apresentando na Intercom o projeto “As ‘ouvidorias’ virtuais em Hospitais Universitários Brasileiros”. O projeto tem orientação da Profª Cleusa Scroferneker e tem entre seus objetivos, compreender como os hospitais universitários visualizam as modalidades de ‘ouvidoria’ virtual e se estes as utilizam efetivamente como um canal para estabelecer diálogo com seus diversos segmentos de públicos.

Para coleta de dados contamos com uma série de procedimentos metodológicos que nos possibilitam resultados parciais. Serão estes dados, resultados e conclusões parciais que estarei apresentando na Intercom, caso o trabalho seja aprovado.

Agora é torcer e, claro, ESTUDAR muito para o dia da apresentação. Fico muito feliz em poder compartilhar com vocês esta experiência. Confesso que estou (parcialmente) ansiosa e com muitas expectativas.

Aproveitando gostaria de incentivar, aqueles que tem interesse, a ingressar como bolsista de Iniciação Científica. Certamente é uma atividade que agrega experiência em nossa área de atuação, afinal, a vida profissional deve manter sempre o diálogo com a vida acadêmica.

Mais sobre o evento

A Intercom Júnior (Jornada de Iniciação Científica em Comunicação) é um espaço acadêmico destinado a acolher os trabalhos elaborados nos cursos de graduação, seja em projetos de iniciação científica (PIBIC), laboratórios didáticos, trabalhos de campo ou oficinas experimentais e que tenham orientação de um professor da respectiva instituição. Confira o site da Intercom http://hipermidia.unisc.br/intercomsul2013/

Novidades!

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Olá pessoal,

Tudo bem?

Temos uma novidade para vocês. A Rebeca Escobar (administradora do blog) é bolsista de Iniciação Científica pelo CNPq e vai apresentar os resultados do projeto no Intercom Sul.

 

Não é muito legal?

Então, em breve vamos postar um pouco sobre o projeto dela.

 

Brenda Menine

Redes Sociais a partir da visão de uma RP

Não temos como negar que as redes sociais estão presentes na vida de grande parte da população. Será que já paramos para pensar quanto tempo passamos online ou quantas fan pages de empresas curtimos?

No mundo organizacional, mesmo sem uma presença oficial nas redes sociais, dificilmente as empresas conseguem escapar da internet. Com o fácil acesso ao Facebook, Twitter, entre outros, uma notícia pode ser facilmente divulgada na rede por qualquer pessoa.

Como profissionais de comunicação, precisamos estar atentos para dois lados neste assunto. Primeiro se a organização adere ao uso das redes sociais. Neste caso, o cuidado com o que e como será veiculado deve ser constante. O posicionamento sugerido é o de monitoramento e real interação com os públicos. Mesmo em casos de crises, o mais prudente é utilizar estes canais para esclarecer os fatos com sinceridade. Não basta ter um perfil é preciso estar presente efetivamente. Caso contrário, o efeito será negativo.

O segundo ponto que devemos observar é quando a organização não está presente nas redes sociais. Até que ponto esta escolha é favorável? O fato de não possuir um perfil institucional nas redes sociais não anula a veiculação de notícias ou acontecimentos envolvendo a empresa. A omissão ao que acontece na web pode até impedir a organização de manifestar-se oficialmente em diversos momentos importantes.

Entretanto, destacamos que o principal a fazer é analisar a organização e suas particularidades antes de qualquer novidade. Nada melhor do que conhecer a história, missão, valores e cultura, além dos objetivos organizacionais e públicos de interesse.

As redes sociais são ótimos canais de comunicação, mas, para que gerem resultados, precisam ser administrados com planejamento e responsabilidade.

Concorda, discorda, tem algum comentário? Então colabore neste debate!

Rebeca Escobar

Primeiro Post- Por que Relações Públicas?

Olá. Sejam bem-vindos e bem-vindas ao nosso blog.

Somos Brenda Menine e Rebeca Escobar e hoje vamos contar o motivo de termos escolhido RP como nossa profissão.

Brenda

Desde sempre falei muito. Na escola a observação do boletim era “conversar menos”. Sempre me relacionei muito bem com todo mundo, de diferentes idades, estilos e personalidades. Aos 12 anos visitei uma feira de profissões e descobri a tal Relações Públicas. Ali, naquele momento, descobri o que queria para o resto da minha vida. Senti que nasci pra isso. Falar, ouvir, conversar, refletir, relacionar e comunicar. Eu amo pessoas. RP é isso. Pessoas. É difícil me imaginar em outra profissão. Foi complicado fazer minha família entender o que eu vou “fazer quando crescer”. Meu pai preferia direito, minha mãe sempre me quis professora.

Eu decidi Relações Públicas para não viver na rotina, para trabalhar com criatividade e ter infinitas possibilidades de projetos. Sou apaixonada por Relações Públicas.

Rebeca

Não tenho como negar que meu interesse pela comunicação surgiu com o sonho de ser Jornalista. Assistir tele-jornais de todas as emissoras tornou-se um hobby. No dia da minha formatura da 8ª série, em 2007, minha professora de português me abraçou e disse “Rebeca, um dia ainda vou te ver na bancada do Jornal Nacional (risos)”. Pronto, era mais uma pessoa, além dos meus pais, me incentivando a dedicar-me ao que sempre estive disposta: trabalhar com palavras, sejam ditas ou escritas, com pessoas, informação, acontecimentos. Só de imaginar que um dia eu poderia estar fazendo a cobertura jornalística de um momento histórico, minha imaginação ganhava asas (florescia). Uma certeza eu já tinha: comunicação era uma paixão e uma área com a qual eu trabalharia com excelência.

Minha personalidade sempre revelou que o Jornalismo era o caminho certo a seguir, mas, quando chegou a hora de iniciar a faculdade efetivamente, era o curso de Relações Públicas que havia ganhado uma nova universitária. Antes de começar as aulas meus pensamentos eram “ainda bem que dá para trocar de curso”. Acredite, é vergonhoso dizer isso (risos). Apesar disso, ainda bem que as pessoas mudam e para melhor. Tenho que confessar, não sabia nada de RP e minha ideia era completamente errada. Ah, sobre a ideia de trocar de curso? Sim, ela desapareceu nos primeiros três meses conhecendo minha futura profissão.

Trabalhar com pessoas é difícil, isso não dá para negar, mas não consigo imaginar como seria viver rodeada de máquinas ou pior rodeada por nada! Como estudante e futura profissional reconheço que todas as questões que envolvem Relações Públicas como salário, reconhecimento, mercado de trabalho, campo de estudo, etc. não são muito motivadoras para graduandos (risada nervosa), porém não há nada melhor do que fazer aquilo que se gosta. As incertezas, desafios, planejamentos, diálogos, estratégias, tudo isso me impulsiona a acreditar na contribuição positiva de Relações Públicas para as organizações e, principalmente, para as pessoas. Quem não gosta de ser ouvido, compreendido? Mais do que descobrir qual a vontade dos clientes para aumentar os negócios da empresa, Relações Públicas visa construir vínculos duradouros com os públicos, busca relacionamentos baseados no respeito e na compreensão.

Se você suportou ler minhas tantas palavras até aqui, deve lembrar que eu mencionei como sonhava em cobrir grandes acontecimentos jornalísticos, levar informação. Continuo achando isso fantástico, mas desta vez, sonho em trabalhar com a verdadeira comunicação, aquela onde existe troca, algo em comum entre os participantes e não apenas emissão. Como estudante comprometida com sua área profissional espero, mesmo de maneira simples, contribuir para despertar o melhor que há nas organizações e isso só é possível quando descobrimos o melhor que há nas pessoas que fazem parte dela.